Dados oficiais do fabricante · Atualizada em 26 de setembro de 2026 · Contém links de afiliado
Basike 20.000 mAh: 74 Wh, a unidade que a ANAC usa
A ANAC escreve o limite de bateria em watt-hora, e três das oito fichas desta base publicam esse número. Esta publica: 74 Wh. Dividido pelos 5 volts da porta USB, o teto são 14.800 mAh — e a caixa anuncia 20.000.

Compre se você
- Vai viajar de avião e quer conferir a regra: os 74 Wh estão declarados, e é nessa unidade que a norma é escrita
- Quer saber quanto o aparelho entrega de verdade: os 74 Wh permitem a divisão que o mAh sozinho não permite
- Não quer levar cabo: dois cabos presos ao corpo, USB-C e Lightning
- Quer acompanhar a carga por número: display digital declarado
Não compre se você
- Quer prazo de garantia por escrito: a ficha não declara nenhum, e três das oito declaram
- Quer saber quantos ciclos a bateria aguenta: uma das oito fichas declara
- Precisa recarregar rápido o próprio power bank: a ficha não declara a potência de entrada
- Vai carregar notebook: 22,5 W é potência de celular, não de USB-C de notebook
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Por que esta análise existe
Ninguém aqui carregou nada com este aparelho. Não medimos capacidade, não cronometramos recarga, não pesamos nada. Tudo o que está abaixo saiu da página oficial da Basike e de uma norma da ANAC, as duas listadas no fim com a data da consulta.
A unidade em que a regra é escrita
Power bank é vendido em mAh. É o número da caixa, do título do anúncio e do nome do produto.
A norma que decide se ele entra no avião é escrita em outra unidade. A Tabela H-1 da Instrução Suplementar nº 175-001 da ANAC, que trata de artigos perigosos levados por passageiros, nomeia "carregadores portáteis (power banks)" e fixa o limite assim:
"para baterias de íon lítio, um valor de Watt-hora de 100 Wh"
Acima de 100 Wh e até 160 Wh, depende de "aprovação do operador". A mesma tabela diz que power banks "devem ser levados como bagagem de mão", que "não podem ser recarregados enquanto estiverem a bordo da aeronave" e que "no máximo dois carregadores portáteis podem ser levados por passageiro".
Nenhuma dessas regras é escrita em mAh.
Esta ficha publica o watt-hora:
20.000 mAh · 74 Wh a 3,7 V
Três das oito fichas da base publicam esse número. As outras cinco publicam só o mAh — um número que, sozinho, não se compara com o limite, porque mAh sem tensão não é energia.
E é o mesmo número que desfaz o rótulo
O watt-hora serve para uma segunda conta, e essa é a mais útil no dia a dia.
Os 20.000 mAh são medidos na célula, a 3,7 V — a própria ficha diz isso. O celular é carregado pela porta USB, a 5 V. Energia é a mesma nas duas contas, então:
74 Wh ÷ 5 V = 14,8 Ah = 14.800 mAh
Catorze mil e oitocentos, contra os vinte mil da caixa. Vinte e seis por cento menos, e isso é o teto — antes de qualquer perda na conversão, que existe e esquenta o aparelho.
Não há truque nem acusação aqui: os 20.000 mAh são verdadeiros na tensão em que foram medidos. O problema é que a tensão não vai no anúncio, e o número que vai está numa unidade que não descreve o que sai pela porta.
É o mesmo desenho que este site já encontrou na air fryer, no aspirador, no mixer e no micro-ondas: o número maior é o que se anuncia, e é o que não se usa. Aqui ele aparece de uma forma diferente das outras quatro — não é caixa contra cesto, é a mesma energia medida em dois lugares do circuito.
Capacidade real: zero de oito
O número que resolveria isso de uma vez é a capacidade real de entrega, em mAh a 5 V, e nenhuma das oito fichas da base publica.
É a ausência mais redonda desta categoria. Não é uma marca omissa entre marcas diligentes: são oito de oito, três fabricantes diferentes.
Este site não estima o número. A conta acima dá o teto, que é aritmética sobre dois valores declarados; quanto se perde abaixo desse teto depende do rendimento do conversor, que ninguém publica.
O caso que mostra por que o campo importa
A mesma Basike tem um modelo de 30.000 mAh nesta base. A ficha dele não publica watt-hora nem a tensão da célula.
Se a célula for de 3,7 V, como a própria marca declara no modelo de 20.000, os 30.000 mAh dariam cerca de 111 Wh — acima do limite de 100 Wh, na faixa que a norma sujeita à aprovação da companhia aérea.
Não afirmo que seja: a ficha daquele modelo não declara a tensão, e sem ela a conta não fecha. E é exatamente esse o ponto. O produto da base em que o número mais importa é o único em que ele não está publicado, e quem compra não tem como descobrir sozinho no balcão do check-in.
Os cinco campos vazios
Dez campos de quinze, contra média de 9,6. Os cinco que faltam:
Garantia. A ficha não declara prazo nenhum. Três das oito declaram doze meses — as três i2GO. A garantia legal vale de todo modo, porque é lei, mas num produto de bateria de lítio, em que a perda de capacidade é previsível e progressiva, o silêncio do fabricante sobre o prazo é o pior campo vazio da ficha. É o que tira a nota de garantia para 2,0.
Ciclos de carga. Uma das oito declara: a Basike de 65 W, com 3.000. É o número de vida útil de um aparelho cuja função é ser recarregado, e sete fichas não o dão.
Química da célula. Uma das oito declara.
Potência de entrada. Cinco das oito declaram. Esta publica "cerca de 6 horas" de recarga sem dizer com que carregador — e a menção a "USB-C PD 20 W" aparece na descrição, não em campo.
Os vinte gramas
A Basike declara 400 g e a Amazon, 380 g.
Vinte gramas não mudam a decisão de ninguém, e a divergência está registrada na ficha só pela regra da casa: o valor do fabricante fica, e a contradição fica à vista ao lado dele.
O que sobra
É uma ficha média em quantidade e boa em um campo específico, e esse campo é o que o regulador usa.
Ela publica o watt-hora e a tensão de célula, e com esses dois números o leitor consegue duas coisas que o mAh não dá: comparar com o limite de 100 Wh da norma e calcular o teto do que sai pela porta USB. Cinco das oito fichas da base não permitem nenhuma das duas.
A nota de 5,0 é baixa e está certa. A transparência num campo não compensa a falta de prazo de garantia, de ciclos e de química — e o número que a categoria inteira deve ao leitor, a capacidade real, continua sem ninguém para publicar.
Nota por critério
- O que a especificação entrega30%
- 5,5
Dez campos de quinze, contra média de 9,6 — está na média, e as duas i2GO da base trazem onze. Publica capacidade, watt-hora, potência de saída, as duas portas, cabos integrados, peso, dimensões, tempo de recarga e display. Faltam capacidade real, química da célula, potência de entrada, ciclos e garantia.
- Transparência da documentação25%
- 6,5
Publica os 74 Wh e a tensão de célula de 3,7 V que os origina — três das oito fichas publicam watt-hora, e é a unidade em que a norma da ANAC escreve o limite. Em troca, não publica a capacidade real de entrega, que nenhuma das oito publica, e não declara prazo de garantia, que três das oito declaram.
- Compatibilidade e limites20%
- 6,0
Declara 22,5 W de saída, uma porta USB-A e uma USB-C com Power Delivery, os dois cabos presos ao corpo, o peso e as três dimensões. Não declara a potência de entrada, que cinco das oito declaram, e é ela que determina em quanto tempo o aparelho se recarrega com o carregador que a pessoa já tem.
- Garantia e suporte no Brasil15%
- 2,0
A ficha não declara prazo nenhum. Três das oito fichas da base declaram doze meses. A garantia legal continua valendo por ser lei, mas o fabricante não assume prazo por escrito num produto de bateria de lítio, que é a categoria em que o desgaste é previsível e progressivo.
- Materiais e construção declarados10%
- 2,0
Declara os 400 gramas e as três dimensões, e nada sobre o produto em si: não diz a química da célula, não diz de que é a carcaça e não declara ciclos de carga. Uma das oito fichas declara química e uma declara ciclos.
O que pesa contra
- Não declara prazo de garantia
- Não declara a capacidade real de entrega — como nenhuma das oito
- Não declara a química da célula nem os ciclos de carga
- Não declara a potência de entrada
- Quatrocentos gramas, e a Amazon declara 380 — divergência registrada na ficha
O que pesa a favor
- Publica 74 Wh e a tensão de célula de 3,7 V — três fichas em oito publicam watt-hora
- 22,5 W de saída declarados
- Duas portas descritas, USB-A e USB-C com Power Delivery
- Dois cabos integrados ao corpo, declarados
- Peso, as três dimensões e o tempo de recarga publicados
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O que o fabricante não informa
Procuramos e não achamos na documentação oficial. Fica em branco de propósito: estimativa com cara de teste é o que este site não faz.
- A capacidade real de entrega, em mAh a 5 V. Nenhuma das 8 fichas da base publica. É o número que responde quantas cargas de celular saem do aparelho, e a ausência é unânime na categoria.
- O prazo de garantia. Três das 8 declaram doze meses; esta não declara nada.
- A química da célula — lítio-íon ou lítio-polímero. Uma das 8 declara, e é o que separa formato rígido de formato achatado e muda o comportamento ao longo do tempo.
- Os ciclos de carga até a bateria perder capacidade. Uma das 8 declara, e num produto cuja função é ser recarregado esse é o número de vida útil.
- A potência máxima de entrada. Cinco das 8 declaram; esta publica o tempo de recarga de cerca de 6 horas sem dizer com que carregador.
- Se os cabos presos ao corpo podem ser substituídos quando falharem, e o que acontece com o aparelho quando um deles falhar.
A ficha técnica completa
Os números desta página saem desta ficha, campo a campo, com a fonte de cada um, a data da consulta e as divergências entre fontes quando existem.
De onde vieram os dados
Nenhum produto desta página passou pelas nossas mãos. Tudo que está afirmado aqui veio das páginas abaixo, e cada número do fabricante é uma promessa dele — não uma medição nossa. Fontes marcadas como independentes são as que mediram ou registraram por conta própria; as demais, incluindo as lojas, costumam reproduzir o que o fabricante publicou.
- Power Bank Basike 20.000 mAh — página oficial da Basike Brasil
20.000 mAh (74 Wh a 3,7 V), 22,5 W máximos, USB-A e USB-C com Power Delivery, cabos USB-C e Lightning presos ao corpo, tela LED digital, 400 g, 15 × 7 × 3 cm e recarga de cerca de 6 horas por USB-C PD 20 W. Não declara capacidade real, tipo de célula, potência de entrada, ciclos nem garantia.
Fabricante · consultada em 26 de setembro de 2026
- ANAC — Instrução Suplementar nº 175-001, Revisão M, Tabela H-1
A Tabela H-1, de artigos perigosos transportados por passageiros, trata de "baterias de lítio, incluindo carregadores portáteis (power banks)". O limite por bateria é escrito em watt-hora: "para baterias de íon lítio, um valor de Watt-hora de 100 Wh"; entre 100 Wh e 160 Wh depende de "aprovação do operador". O item i) acrescenta que power banks "devem ser levados como bagagem de mão", "não podem ser recarregados enquanto estiverem a bordo da aeronave" e que "no máximo dois carregadores portáteis podem ser levados por passageiro". Emissão de 1º de abril de 2026, vigência de 6 de abril de 2026.
Órgão regulador · independente · consultada em 26 de setembro de 2026
- Carregadores portáteis — fichas oficiais das oito da base
Usadas para o contexto da categoria. As oito declaram capacidade nominal em mAh, potência de saída e número de portas. Watt-hora aparece em 3 das 8: Basike 10.000 (37 Wh), Basike 20.000 (74 Wh) e i2GO Plus 10.000 (37 Wh). Capacidade real de entrega: 0 das 8. Química da célula: 1. Ciclos de carga: 1, a Basike de 65 W, com 3.000. Garantia: 3, todas de doze meses, as três i2GO. A Basike de 30.000 mAh não publica watt-hora nem tensão de célula.
Fabricante · consultada em 26 de setembro de 2026
- Basike Power Bank 20.000 mAh — página do produto na Amazon Brasil
Confirma 20.000 mAh, 22,5 W, cabos integrados e LED indicador. Declara 380 g, que diverge dos 400 g do fabricante — a ficha adota o fabricante.
Varejo · consultada em 26 de setembro de 2026