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Anker 335 (PowerCore 20K): a ficha mais honesta da categoria, e um número ruim dentro dela
É o único powerbank da nossa base que declara tempo de recarga e prazo de garantia. O tempo que ele declara é de seis horas e meia.
Compre se você
- Quer saber o que está comprando antes de comprar
- Carrega celular e fones ao mesmo tempo, sem pressa
- Prefere garantia longa declarada a potência alta prometida
Não compre se você
- Precisa recarregar o próprio powerbank em menos de uma noite
- Quer carregar notebook — 20 W não sustentam
- Decide pelo peso: são 475,5 g declarados, quase meio quilo
Por que esta análise existe
Este site não testa produtos, e o 335 não é exceção: nada aqui saiu de uso, de bancada ou de cronômetro. O que saiu foi da documentação oficial da Anker, listada no fim da página com a data da consulta.
Então por que analisar um produto que não tocamos? Porque a documentação dele diz mais do que a da concorrência — e o que ela diz não é todo favorável.
O que a Anker admite que a concorrência esconde
Levantamos dez powerbanks de três fabricantes. Seis não publicam quanto tempo o próprio aparelho leva para se recarregar. O 335 publica: 6,5 horas com fonte PD de 18 W.
É um número ruim. Seis horas e meia significa que o aparelho ocupa a tomada a noite inteira, e que esquecer de plugá-lo não tem conserto pela manhã. A entrada de 18 W é o gargalo — o Baseus Blade aceita 65 W e se enche em 1h30.
Mas o número está lá. E quando um fabricante publica um dado que não o favorece, ele está apostando que o produto se sustenta mesmo assim. É o oposto do que se vê em quase toda a categoria.
O mesmo vale para a garantia: 18 meses declarados por escrito, contra os doze usuais, num setor em que a maioria simplesmente não declara prazo na ficha do produto.
Onde ele é datado
20 W de saída era competitivo há alguns anos. Hoje é o piso: na nossa própria base, o Baseus Blade promete 100 W e o Anker de 25.000 mAh promete 165 W. Para celular e fones, 20 W resolvem. Para notebook, não sustentam — e a Anker não promete que sustentem.
O peso é o outro ponto. 475,5 g é quase meio quilo, o peso de um livro médio. Não é defeito de projeto, é física: 20.000 mAh pesam. A diferença é que a Anker diz quanto, e a Xiaomi, no concorrente direto, não diz.
O que ainda falta na ficha
Mesmo sendo a documentação mais completa da nossa base, com 77% dos campos publicados, três ausências importam.
A capacidade real não é publicada, então não há como saber quantas cargas completas o 335 entrega — só a capacidade da célula. A Xiaomi publica esse número nos modelos dela.
A energia em Wh também não aparece, que é justamente a unidade que a companhia aérea pede no balcão.
E os ciclos de carga não constam — mas aqui a Anker tem companhia: nenhum dos dez modelos que levantamos declara esse número. Quando o campo falta na ficha de todo mundo, deixa de ser descuido de uma marca e vira característica do mercado.
Nota por critério
- O que a especificação entrega
- 6.5
20 W na USB-C é o piso da categoria hoje: o Baseus Blade promete 100 W e o Anker de 25.000 mAh promete 165 W pelo mesmo tipo de porta.
- Materiais e construção declarados
- 7.0
Declara célula de lítio-polímero, o que é mais do que a maioria informa. Não declara resistência a queda, vedação nem material da carcaça.
- Compatibilidade e limites
- 7.0
Duas saídas com parâmetros publicados por porta. A entrada total de 18 W é o que limita a recarga do próprio aparelho.
- Garantia e suporte no Brasil
- 7.5
Dezoito meses declarados por escrito, acima dos doze usuais. A documentação consultada não detalha rede autorizada no Brasil.
- Transparência da documentação
- 8.5
77% dos campos comparáveis publicados, o melhor índice da nossa base. Publica o tempo de recarga mesmo sendo desfavorável.
O que pesa contra
- 6,5 horas para se recarregar com fonte PD de 18 W — a noite inteira
- 20 W de saída é o piso da categoria em 2026
- 475,5 g pela ficha: some na mochila, domina uma bolsa pequena
- Não publica a capacidade real, então não dá para saber quantas cargas completas entrega
O que pesa a favor
- Declara tempo de recarga do próprio aparelho, o dado que falta em seis dos dez modelos da nossa base
- Dezoito meses de garantia por escrito, acima do padrão de doze
- Publica os parâmetros de cada porta separadamente, não só a potência de pico
- Declara a química da célula, que a maioria omite
O que o fabricante não informa
Procuramos e não achamos na documentação oficial. Fica em branco de propósito: estimativa com cara de teste é o que este site não faz.
- Capacidade real em mAh: a Anker publica só a nominal de 20.000 mAh, o que impede calcular quantas cargas completas o aparelho entrega.
- Energia em Wh, que é a unidade exigida por companhia aérea no embarque.
- Número de ciclos de carga até a perda de capacidade relevante.
- Rede de assistência autorizada no Brasil e disponibilidade de peças.
- Comportamento térmico sob carga máxima.
De onde vieram os dados
Nenhum produto desta página passou pelas nossas mãos. Tudo que está afirmado aqui veio das páginas abaixo, e cada número do fabricante é uma promessa dele — não uma medição nossa. Fontes marcadas como independentes são as que mediram ou registraram por conta própria; as demais, incluindo as lojas, costumam reproduzir o que o fabricante publicou.
- Introduction to the Anker 335 Power Bank (PowerCore 20K) — suporte oficial Anker
Capacidade nominal, química da célula, parâmetros de cada porta, entrada total de 18 W, peso de 475,5 g, dimensões de 167 × 83,2 × 24,3 mm, tempo de recarga de 6,5 h com fonte PD de 18 W e garantia de 18 meses.
Fabricante · consultada em 14 de setembro de 2026